Na véspera de Natal, como é normal, eles lá comeram o bacalhau com as batatas e legumes (acho que não vou gostar, quando puder comer aquilo).
A mamã foi-me vestir um pijama meio esquisito e disse-me que era para eu me portar bem porque ia ter uma surpresa:
E não é que eu tive uma surpresa das grandes.
Veio um senhor (a mamã disse-me depois que era o Pai Natal) com uma barba grande e com um vestido parecido com o meu, a dizer: Oh! Oh! Oh! E a perguntar se eu era a menina Carolina, e se me tinha portado bem, que tinha umas prendinhas para mim:
Eu disse que sim, e ele deu-me uns embrulhos que eu desatei a rasgar:
Agora percebo porque é que as crianças estão sempre ansiosas que chegue este dia.
Já alguém me podia ter dito que eu ia ter estas prendas todas, que assim eu não andava tanto na descontra:
Mas eu estou com a pulga atrás da orelha! Acho que conheço a cara do Pai Natal de algum lado! Ele até me tratou por filha...
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